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Nanotubos de carbono batem novo recorde de condutividade elétrica.

Com um futuro promissor na eletrônica, os nanotubos de carbono saem na vanguarda quando se trata de oferecer melhor condutividade elétrica à temperatura ambiente, conforme evidenciaram Michael Fuhrer e seus colegas da Universidade de Maryland (USA), produzindo nanotubos que bateram o recorde de 1995.

Trata-se de uma descoberta notável, que vem confirmar o extraordinário potencial para a indústria eletrônica desses objetos que "medem" um bilionésimo do metro! Segundo os pesquisadores, o novo nanotubo seria 70 vezes mais condutor que o silício, utilizados principalmente nos processadores e memórias de computador.

Não é à toa que, desde sua descoberta em 1991, em virtude de suas características singulares, os nanotubos de carbono vêm aguçando a curiosidade de numerosos pesquisadores. Que aparência, enfim, teriam esses objetos tão cobiçados? Cada um se compõe de uma folha de grafite enrolada sobre si mesma, formando um cilindro cem mil vezes mais fino que um fio de cabelo. Já imaginou? Pois é! Não bastasse esse tamanho quase que inimaginável, são mais resistentes que o aço, oferecendo uma condutividade elétrica muito superior à do cobre.

No momento, a "mobilidade" dos nanotubos de carbono à temperatura ambiente é o foco de interesse da equipe americana. A mobilidade é um dos principais componentes da condutividade elétrica: mede o deslocamento dos portadores de carga (elétrons) sob o efeito do campo elétrico. Ela é expressa em cm2/Vs (centímetro quadrado por volt-segundo), a 27 oC. A 300 graus Kelvin (por volta de 27 oC), as medidas alcançaram 100.000 cm2/Vs.

Os pesquisadores estão verdadeiramente eufóricos: "Não temos conhecimento de um nível mais alto de mobilidade à temperatura ambiente", dizem eles. Os semicondutores de silício oferecem atualmente uma mobilidade ao redor de 1.500 cm2/Vs. Utilizando o antimoneto de índio (InSb), o recorde precedente, obtido em 1955, permitiu atingir 77.000 cm2/Vs.

Para os novos resultados obtidos, os pesquisadores utilizaram nanotubos de carbono extremamente longos - da ordem de 300 mícrons (0,3 milímetros) -, 100 vezes o tamanho utilizado até então nos experimentos. Trata-se, na opinião de Fuhrer, de um passo bastante importante para fazer dos nanotubos o coração dos componentes eletrônicos de nova geração - menores e com melhor performance.

Mas, para aquele que estiver pensando que, amanhã, poderá já encontrar no mercado aparelhos funcionando com tais nanotubos, Fuhrer pede um pouco de paciência: será preciso aguardar um pouco mais, até 2010, estima ele, para ver os primeiros produtos comerciais à base de nanotubos.

Nanoletters, http://www.physics.umd.edu, consultado em dezembro, 2003. (Tradução/Texto - MIA)


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