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Femtolaser "pinta" os metais de todas as cores.

Esculpindo, literalmente, a superfície de um metal com a ajuda de pulsos de laser muito curtos, uma equipe americana pretende chegar a imprimir aproximadamente não importa qual cor a não importa qual metal.

Em 2006, Chunlei Guo e sua equipe do Instituto de Óptica da Universidade de Rochester (Nova Iorque, EUA) já haviam exibido um extraordinário metal negro. Não se tratava de uma liga particular, mas de não importa qual metal tornado quase que completamente negro, ou seja, capaz de absorver a luz em todos os cumprimentos de onda do visível. A mesma equipe aperfeiçoou o princípio e se diz capaz de mudar a cor de um metal para lhe conferir uma cor qualquer.

Como fazem eles? O laboratório de Chunlei Guo é especializado na utilização de femtolasers, emitindo pulsos com uma duração extremamente curta, da ordem de vários femtosegundos (1 femtosegundo vale 10-15 segundo). Pode-se chegar assim a potências da ordem da centenas de terawatts. Em seu laboratório, a equipe de Chunlei Guo consegue concentrar esse dilúvio fotônico sobre uma superfície muitíssimo pequena.




À esquerda e à direita, esses dois discos dourados são feitos, respectivamente, de alumínio e de platina. No centro, o disco azul é uma placa de titânio.

Créditos: Universidade de Rochester



Como cortar couves-flores

A energia é tal que o metal se deforma. Todo o segredo desses cientistas é ter conseguido dominar essas deformações para esculpir relevos em escala do nanômetro e do micrômetro. Em 2006, o metal assim obtido apresentava uma superfície bem maior, devido a essa rugosidade que formava sulcos, cristas e formas variadas, algumas como couves-flores. O aumento de superfície fazia do método uma via interessante para fabricar catalisadores, por exemplo, para as pilhas a combustível, que agem por absorção, ou seja: fixando momentaneamente os princípios ativos sobre sua superfície.

Se o metal se tornava negro, é porque suas múltiplas formas, com dimensões variadas, mas da ordem dos comprimentos de onda da luz visível, os absorviam quase todos. A partir de 2006, a equipe fez progressos e sabe agora obter padrões de diferentes tamanhos. Chunlei Guo e seu assistente Anatoly Vorobyev se dizem, daqui em diante, capazes de escolher a cor de um metal. Um ácido verde-maçã, alumínio amarelo-limão ou de ouro violeta se tornam possíveis... Os autores pensam que o procedimento poderá tornar-se industrializável, para tingir objetos sem pintura.





Placa metálica sobre a qual um femtolaser desenhou uma faixa negra.

Créditos: Universidade de Rochester



Será necessária a solução de alguns problemas, como a redução do custo dos femtolasers e, para o procedimento em si, diminuir o tempo de tratamento, atualmente de trinta segundos, para uma superfície de alguns centímetros quadrados. Um pouco longo para colorir um automóvel... Por outro lado, a equipe não diz como essas delicadas estruturas nanométricas ou micrométricas resistiriam ao uso.




Laser de femtosegundos em ação.

Créditos: Universidade de Rochester



Futura Sciences, consultado em 13 de fevereiro de 2008 (Tradução - MIA).


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