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PADCT, SBQ e a maturidade da Química brasileira.


A Química Brasileira, sobretudo a pesquisa química, vem apresentando, no decorrer dos últimos 20 anos, um desenvolvimento digno de nota. Grande parte deste avanço deve-se a um bem-sucedido Programa, conhecido pela comunidade como PADCT, sigla de Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico, que aportou importantes recursos para a área, permitindo-lhe uma verdadeira mudança de perfil.

Muitos foram os impactos deste Programa, impactos que podem ser medidos por alguns indicadores: alta produção científica da área, hoje responsável por cerca de 14% da produção científica nacional indexada; área de conhecimento com o maior número de grupos de pesquisa registrado no Prossiga (?); elevada participação nas demandas e atendimentos nos três últimos Editais Universais do CNPq; formação de um significativo contigente de mestres e doutores, o que garantiu a renovação de quadros em muitas universidades, acoplado ao importante número de programas de pós-graduação bem avaliados pela CAPES. Estes dados, por si só, apontam para a pujança da pesquisa em Química em nosso país.

Já há bastante tempo, vimos enfatizando não ser praticamente possível comprender o crescimento da Química Brasileira, sem que o vinculemos também à Sociedade Brasileira de Química. As ações da Sociedade acabaram por permitir, dentro da perspectiva da excelência acadêmica, a transparência e a organização de grande parte do conhecimento químico produzido em nosso país, materializado nas concorridas Reuniões Anuais e na veiculação dos periódicos Química Nova, Química Nova na Escola e Journal of The Brazilian Chemical Society. A propósito, devemos parabenizar este último, o Journal, editado integralmente em inglês e, no momento, o periódico científico brasileiro de maior fator de impacto (FI), indexado na base Web of Science, do Institute of Science Information (ISI).

Muitos países, em maior ou menor extensão, passam por importantes modificações nos seus sistemas de ciência e tecnologia, em grande parte para manter a competitividade de suas empresas e fazer face às novas tecnologias. Não poderia ser diferente com o Brasil, fato que nos impõe - de maneira absolutamente inadiável -, tratarmos questões como a inovação, o papel do conhecimento na geração da riqueza nacional, a interação empresa-academia, a formação de recursos humanos para o enfrentamento destes novos paradigmas, novas e/ou alternativas formas de financiamento à pesquisa, entre outras.

Com os olhos voltados para tais desafios, a Sociedade Brasileira de Química vem discutindo, de modo sistemático, uma agenda denominada Eixos Mobilizadores para a Química, em que os temas citados, e outros de não menor relevância, vêm sendo debatidos em workshops específicos e, mais recentemente, em sua última Reunião Anual.

É por tudo isso que nos sentimos bastante seguros ao afirmar que a Química no Brasil atingiu sua maturidade. Um ciclo está findando, acreditamos, e com grande êxito: aquele ciclo iniciado com o PADCT. Entretanto, não temos dúvida de que estamos entrando em outro, o qual, acreditamos, tão mais virtuoso e conseqüente que este que se encerra.

Oswaldo Luiz Alves - Scientific Editor do LQES News

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