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"Só recentemente foi lançado o primeiro fitoterápico brasileiro". (...) Entre a floresta e o medicamento há um grande fosso".




Angelo da Cunha Pinto é Professor Titular do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Graduado em Farmácia, doutorou-se na UFRJ em 1985. Em sua carreira, realizou pesquisas com plantas medicinais, síntese de heterociclos e substâncias bioativas, determinação estrutural de substâncias naturais e atividade biológica e desenvolvimento e, ainda, aplicação de técnicas analíticas na caracterização de constituintes de extratos brutos vegetais. É pesquisador, nível 1A, do Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Tecnológica (CNPq). Foi membro do Comitê Assessor (CA) de Química do CNPq, Diretor do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Presidente da Sociedade Brasileira de Química e Editor Chefe do Journal of the Brazilian Chemical Society. Nestes anos de atividade cientifica, ininterrupta, orientou mais de cinqüenta teses de mestrado e doutorado e publicou mais de 100 trabalhos científicos, em revistas nacionais e internacionais. Dentre as honrarias que recebeu, estão: Químico do Ano e Retorta de Ouro - Sindicato dos Químicos e dos Engenheiros Químicos do Rio de Janeiro (1995); Prêmio Rheinboldt-Hauptmann (1997); Medalha Simão Mathias - Sociedade Brasileira de Química (1997); Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico (1998); Medalha Paulo Carneiro, UNESCO-Academia Brasileira de Ciências e Academia Brasileira de Letras (2001) e Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico (2004). Ocupa uma vaga na Academia Brasileira de Ciências (1997).


LQES - Professor Angelo, a atividade em Química de Produtos Naturais, salvo melhor juízo, a partir dos anos 90 não apresentou o mesmo vigor dos anos 70 e 80. Caso concorde com esta observação, a que o Senhor atribuiria esse fato?

ACP - Considero as décadas de 50 e 60 o período áureo da Química de Produtos Naturais (QPN). Havia um grande desafio a ser enfrentado: - a busca de princípios ativos de plantas contra o câncer, um dos grandes flagelos daquela época. Um dos primeiros resultados alcançados veio com a descoberta da vincristina e da vimblastina, dois alcalóides isolados da Catharanthus roseus, planta rasteira conhecida no Brasil como "maria-sem-vergonha". Até hoje, no tratamento de leucemias e linfomas, as duas substâncias são usadas só, ou então combinadas com outros quimioterápicos. Apesar da complexidade das estruturas químicas destes dois alcalóides, de seu baixíssimo teor na planta e de sua co-ocorrência com dezenas de outros alcalóides, tais fatores não foram empecilhos para que a indústria farmacêutica colocasse estas substâncias no mercado.

O maior feito da QPN veio, entretanto, com o programa do National Cancer Institute (NCI), cujo objetivo era a prospecção de extratos vegetais com atividade antitumoral. Da planta chinesa Camptotheca acuminata foi isolado o alcalóide camptotecina, cuja estrutura química foi determinada por difração de raios-X e publicada no J. Am. Chem. Soc. 88, 3888 (1966). Parte do título deste artigo diz tudo: "Plant Antitumor Agents. 1....". A título de curiosidade, o artigo tem uma única citação na literatura científica. Dentro do mesmo programa do NCI foi isolado e identificado um outro alcalóide, o taxol. O mesmo está presente em baixíssimas concentrações nas cascas de Taxus brevifolia, árvore centenária, conhecida como teixo do Pacífico. O taxol teve sua estrutura química determinada por difração de raios-X, a qual foi igualmente publicada no J. Am. Chem. Soc. 93, 2325 (1971), como a parte 6 da série Plant Antitumor Agents. O mais curioso disso tudo é que estas duas substâncias foram isoladas no mesmo laboratório do Research Triangle Institute`s Natural Products Laboratory, e identificadas pelo mesmo químico (Mansukh C. Wani), até hoje em atividade. A camptotecina e o taxol foram lançados no mercado na década de 90, e suas vendas representam 1/3 de todo o mercado farmacêutico de drogas quimioterápicas. Independentemente do lucro que trouxeram às suas empresas, as duas substâncias foram responsáveis pelo salvamento de centenas de milhares de vidas em todo o mundo.

Eu diria que os anos 70 e 80 - graças, principalmente, aos avanços das técnicas de ressonância magnética nuclear -, foram o período da febre da determinação estrutural de substâncias naturais. Os químicos de produtos naturais corriam atrás de novas estruturas químicas, do mesmo modo que os astrônomos estavam em busca de novos asteróides. Grandes programas de prospecção de produtos naturais de organismos marinhos são dessas décadas, muito embora, nos anos 60, Carl Djerassi e colaboradores já trabalhassem com o isolamento e identificação de produtos naturais marinhos. Estes trabalhos, entretanto, estavam limitados aos organismos marinhos que vivem na superfície dos mares.

Nos anos 90, a QPN invadiu outras áreas do conhecimento, como a biotecnologia, a ecologia química, a geoquímica orgânica, etc. Hoje, o químico de produtos naturais tem o domínio de todas as ferramentas necessárias para separar e caracterizar substâncias em qualquer matriz e em qualquer concentração, independente do peso molecular. Mais um cenário, novo ainda, está em curso. É muito cedo, portanto, para se falar dos grandes feitos dos anos 90, uma vez que as substâncias naturais isoladas e identificadas nessa década ainda estão em fase de estudos clínicos.

LQES - Em que medida o fato do recém-lançado Edital do Instituto do Milênio conter Produtos Naturais como um dos temas induzidos pode vir a contribuir para a retomada do crescimento da área?

ACP - No primeiro Edital do Instituto do Milênio não foi aprovado um único projeto de química de produtos naturais. Pelo menos neste segundo edital, Produtos Naturais aparece ao lado de Fármacos, como um dos temas induzidos. Uma leitura mais atenta dos termos do edital mostra que o foco está sobre a criação de redes de etnobotânica e de etnofarmacologia, com a nova roupagem da bioinformática e da química combinatória. Por sinal, a química combinatória vem sendo desativada nas empresas farmacêuticas que fazem prospecção de produtos naturais, devido aos poucos resultados alcançados, como mostram alguns artigos recentes do C&E News. Esta chamada do Edital do Instituto do Milênio parece muito uma versão moderna do Projeto Flora, da Central de Medicamentos (CEME), que sucumbiu antes mesmo de ter sido posto em prática nos anos setenta. Mas é, sem dúvida, uma oportunidade para a criação de grandes redes envolvendo botânicos, químicos de produtos naturais e farmacólogos. Não se pode, no entanto, cometer o erro de colocar a química de produtos naturais como mera ferramenta para atender as normas do edital. Com isto não quero dizer que a coordenação do Projeto deva ser de um químico de produtos naturais. Contudo, considero que o foco do projeto deva ser em Química de Produtos Naturais.

O fato do Edital do Instituto do Milênio ter uma chamada específica para Produtos Naturais é uma indicação de prioridade para a área.

LQES - Sempre que pensam sobre a enorme diversidade brasileira, as pessoas, quase que imediatamente, associam a ela a possibilidade de termos medicamentos que possam ter como base "produtos" de nossas florestas naturais. Trata-se de uma verdade ou de uma visão ingênua e romântica da situação?

ACP - As florestas naturais são apenas mega "catálogos" de novas e conhecidas substâncias. Nos dias de hoje, muitos pensam que floresta natural é sinônimo de fitoterápico. Atualmente, os fitoterápicos são uma realidade em todo mundo. Basta olhar o mercado europeu e as farmácias de produtos naturais que são, abusivamente falando, abertas diariamente nas grandes cidades brasileiras. Aproveito para fazer propaganda do vídeo FITOTERÁPICOS, lançado recentemente com financiamento do CNPq, que foi coordenado pelo Dr. Antonio Carlos Siani, do Far-Manguinhos, FIOCRUZ. No vídeo são abordadas as principais questões que envolvem esse mercado que, incontestavelmente, se expande a cada ano em todo mundo, e que começa a "tirar o sono" das grandes corporações farmacêuticas.

A Alemanha não tem grandes florestas, mas tem o maior mercado mundial de fitoterápicos. Só recentemente foi lançado o 1º fitoterápico brasileiro: um antiinflamatório aqui desenvolvido de A a Z, graças a uma parceria entre a Universidade Federal de Santa Catarina e o Laboratório Aché. Este mesmo laboratório, associado ao Laboratório Biossintética e à UNIFESP, acabam de depositar duas patentes de novos fitoterápicos, um para tratamento de úlcera e outro como revigorante físico e sexual. São fatos que talvez apontem para o que pode ser considerada uma nova era da química de produtos naturais brasileira. Mas... é muito pouco para um País que tem o maior número de espécies vegetais do planeta. Entre a floresta e o medicamento há um grande fosso. Teremos mais medicamentos fitoterápicos, na medida em que investirmos mais em ciência; quando não apenas um, mas muitos outros editais com chamadas dirigidas à Química de Produtos Naturais forem lançados pelas agências de fomento à pesquisa científica. Românticos? Sim! Mas acima de tudo pragmáticos. Temos os "Catálogos", precisamos, agora, agregar valor aos itens dos mesmos.

LQES - Os fitoterápicos não decolam. Por quê?

ACP - Essa pergunta deveria ser feita aos responsáveis pela ANVISA. Sou otimista, acho que começamos a vencer barreiras históricas. Alguns grupos de químicos de produtos naturais, com expressão científica, têm projetos conjuntos com laboratórios farmacêuticos nacionais, financiados com recursos do Fundo Verde-Amarelo. Patentes começam a ser depositadas, tanto aqui quanto no exterior. Vamos torcer para que nossos colegas, nos comitês da CAPES e do CNPq, passem a valorizar mais esses trabalhos. Não considerar o depósito de patentes como uma publicação científica é nos condenar a fazer uma ciência imitativa, mais voltada para os interesses dos países desenvolvidos do que para o desenvolvimento nacional. A decolagem dos fitoterápicos depende da quebra de certos paradigmas que alguns colegas conservadores insistem em manter de pé.

Em 1998, a Academia Brasileira de Ciências editou o livro "MEDICAMENTOS a partir de plantas medicinais do Brasil", coordenado pelo professor Sérgio H. Ferreira, um dos mais destacados farmacólogos brasileiros.

Não é por falta de diagnóstico e de qualidade dos químicos de produtos naturais e farmacólogos brasileiros que o País continua importando fitoterápicos. O que falta é vontade política, principalmente das autoridades do Ministério da Saúde, para que os fitoterápicos ganhem mais importância no mercado farmacêutico brasileiro, nos colocando na condição de País exportador.

LQES - O Brasil tem uma legislação sobre o patrimônio florestal, animal, etc., considerada por vários pesquisadores como sendo muito rígida, a ponto de ter recebido diversas críticas quando de sua implantação. Que tipo de efeito este marco regulatório tem sobre a pesquisa em Produtos Naturais?

ACP - No início de janeiro de 2004, o governo federal publicou o Decreto 4.996/03, alterando a Medida Provisória (MP) 2186-16, que estabelecia as regras para o acesso ao patrimônio genético. A MP exigia a apresentação prévia, detalhada, do roteiro da expedição de coleta de material. O decreto recém-lançado exige apenas uma menção sobre a localidade da coleta. Agora, basta tão-somente a apresentação, por parte da instituição interessada em fazer a coleta de amostras, de uma lista de projetos, dispensando assim o pedido de autorização para cada projeto.

As mudanças na legislação foram feitas em atendimento às reivindicações da comunidade acadêmica. Com as novas medidas já não se pode mais falar de legislação draconiana para acesso ao patrimônio genético. O marco regulatório é necessário. Mesmo os acordos de cooperação bilateral, em cujos projetos está prevista a coleta de amostras, devem estar em consonância com a legislação brasileira.

LQES - Há uma nova concepção no trabalho com a Química de Produtos Naturais. Quais são os novos paradigmas da área?

ACP - A Química de Produtos Naturais tem fronteiras muito amplas. No Brasil, durante muito tempo, ficou-se com a idéia de que a QPN estava restrita à fitoquímica - uma coluna de cromatografia, centenas de vidrinhos e uma pilha, principalmente, de espectros de ressonância magnética nuclear de hidrogênio e de carbono. Hoje, felizmente, o panorama da QPN começa a mudar, mesmo que essa mudança não esteja acontecendo no ritmo desejado. Há grupos novos de pesquisas desenvolvendo trabalhos em ecologia química, biossíntese e muitos voltados para atividades farmacológicas de substâncias naturais.

Quando se fala em biotecnologia, normalmente se esquece que a cultura de células ou de tecidos vegetais tem como objetivo a produção de metabólitos de interesse terapêutico ou econômico. Muito do que se faz em biotecnologia é química de produtos naturais. As principais ferramentas da biotecnologia, como as técnicas de isolamento, separação e purificação foram desenvolvidas pelos químicos de produtos naturais. Hoje, alguns artigos científicos têm títulos como esse: "Engenharia do Metabolismo de Plantas Medicinais". A leitura do artigo demonstra que se trata de química de produtos naturais, cujos autores são também químicos de produtos naturais.

Estudos das interações planta-planta e planta-inseto - uma das vertentes da química de produtos naturais -, estão apenas começando, apesar de trabalhos clássicos da década de sessenta. Tais interações ocorrem através de mediadores químicos, que nada mais são do que metabólitos secundários. As técnicas de identificação desses metabólitos são as mesmas que os químicos de produtos naturais usam para identificar substâncias voláteis de plantas e de insetos. Nesses estudos há, entretanto, um componente bioquímico muito importante: a identificação de enzimas e de genes que estão envolvidos com a produção desses metabólitos. Nada que um químico de produtos naturais não possa fazer.

E o que dizer dos "caçadores de fragrâncias" que estão espalhados pelas florestas de todo o planeta, a serviço de grandes corporações industriais de "flavors" e fragrâncias, à procura de novos aromas? Estes "caçadores" são químicos de produtos naturais, que levam para o campo as técnicas rotineiras de laboratório que utilizam para os estudos de substâncias voláteis e de óleos essenciais. Essa atividade cresce em todo o mundo, na medida em que as sociedades dos países desenvolvidos estão cada vez mais ávidas por novos aromas exóticos e por tudo que é natural. Não é por outra razão que 1kg de vanilina natural custa cerca de mil e oitocentos dólares, enquanto que o preço de 1kg da vanilina sintética está por volta de quinze dólares.

A química de produtos naturais brasileira está muito voltada para a busca de substâncias bioativas, tanto de plantas terrestres como de organismos marinhos. Mas, em minha opinião, falta coordenação para levar adiante esses trabalhos. Publicar atividade farmacológica de frações e de extratos brutos vegetais, além de não poder ser considerada uma atividade científica, só beneficia as grandes corporações farmacêuticas que estão envolvidas com a prospecção de produtos naturais.

LQES - O Professor tem larga experiência na pesquisa e formação de recursos humanos em Química de Produtos Naturais. Quais seriam os pontos importantes que ajudariam colocar esta área com destaque na agenda nacional?

ACP - A construção de uma agenda nacional não pode depender só das agências de fomento e daqueles que traçam a política de ciência e tecnologia. É uma tarefa coletiva que, necessariamente, tem de envolver as Sociedades Científicas, Academia Brasileira de Ciências e os pesquisadores, aqueles que dentro de seus laboratórios fazem a ciência avançar. No caso da Química de Produtos Naturais, acredito eu que falta iniciativa e mais agressividade da comunidade dessa área. Recentemente, as agências vêm desestimulando o pós-doutorado no exterior, cuja procura já era muito pequena face à dimensão atual da ciência brasileira. Se as lideranças das áreas de Bioquímica e de Física não querem enviar seus doutores para pós-doutorado no exterior é uma atitude até compreensível da parte dessas lideranças, mas obrigar os químicos de produtos naturais a se enquadrarem nessas mesmas regras é inaceitável. Fala-se muito da grandeza da biodiversidade brasileira, mas os estados do Amazonas e do Pará estão entre os estados que têm o menor número de químicos de produtos naturais no País. Na agenda nacional falta um grande projeto para a Amazônia.

Em 1951, Paulo Berrêdo Carneiro, um dos mais destacados químicos de produtos naturais da história brasileira, apresentou projeto ao governo brasileiro para a criação do Instituto Internacional da Hiléia Amazônica. Lendo recentemente este projeto, ficou-me a nítida impressão de que esta idéia poderia ser retomada como um dos itens de pauta de uma agenda nacional para o estudo da biodiversidade brasileira. O que, em princípio, era um Instituto para a Hiléia dos países amazônicos ficaria restrito à Amazônia brasileira. Desta agenda poderia, por exemplo, constar um grande programa de pós-doutoramento no exterior, com objetivos muito bem definidos, para recém-doutores que quisessem se dedicar ao estudo da flora e da fauna amazônica em todos os seus aspectos.

LQES - Finalmente, uma pergunta clássica em qualquer entrevista com um grande especialista e professor: que conselhos daria a um jovem que estivesse pensando em terminar seu curso de graduação e ir trabalhar na área de Química de Produtos Naturais?

ACP - Somente cerca de 15% das espécies botânicas foram estudadas sob a ótica da química de produtos naturais. Os estudos químicos com organismos marinhos estão apenas começando, e quase nada se conhece, por exemplo, sobre os metabólitos secundários produzidos por anfíbios e suas propriedades farmacológicas.

Qual será o papel dos microorganismos nos laboratórios de química do futuro? Continuaremos fazendo as transformações químicas do mesmo modo que as fazemos hoje? Domesticaremos as plantas e microorganismos para obrigá-los a produzir as substâncias que nos interessam?

Diante dessas poucas perguntas fica a certeza de que vale a pena trabalhar na área de Química de produtos Naturais. A preservação da espécie humana no planeta exigirá um grande esforço dos químicos de produtos naturais para entender as relações ecológicas que nos cercam.

"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena", disse, e muito bem, Fernando Pessoa. Trabalhar com Química de Produtos Naturais é uma maneira de engrandecer a alma. A Química de Produtos Naturais é uma área plena de oportunidades para jovens que desejem fazer carreira científica, mormente num País com as dimensões continentais do Brasil e com a maior biodiversidade do planeta.

LQES NEWS - Professor Angelo, muito obrigado e grande sucesso em seu trabalho.


Nota do Managing Editor: Entrevista feita pelo Professor Oswaldo Luiz Alves, Coordenador Científico do LQES Website e do LQES NEWS, em março de 2005.

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