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Fibras têxteis feitas de nanotubos: dificuldades iniciais já foram vencidas.

Os nanotubos vêm exercendo, há mais de dez anos, um verdadeiro fascínio sobre os cientistas. Tal fascínio se justifica pelas extraordinárias propriedades mecânicas e elétricas dos mesmos.

Não obstante, um verdadeiro desafio se colocava aos pesquisadores: trazer ao nível macroscópico as surpreendentes propriedades dos nanotubos, cuja largura não ultrapassa senão alguns nanometros (alguns milionésimos de metro!).

Philippe Poulin, do Centro de Pesquisas Paul Pascal, de Pessac (França), vem se debruçando sobre a questão e tem publicado diversos trabalhos.

Ray Baughman, da Universidade de Dallas, no Texas (EUA), juntamente com sua equipe, apoiando-se sobre os trabalhos realizados pelos pesquisadores franceses conseguiu produzir, utilizando o álcool polivinílico (polímero industrial comum) uma nanofibra mais resistente e mais leve que qualquer material natural ou sintético. As fibras produzidas têm o diâmetro aproximado de um fio de cabelo e medem mais de 100 metros de comprimento.

Os pesquisadores americanos examinaram as propriedades mecânicas das fibras obtidas e as compararam a valores conhecidos de 3.000 outros materiais. Os resultados obtidos foram absolutamente surpreendentes. As fibras revelaram ser:

  • 20 vezes mais resistentes que o fio de aço;
  • 17 vezes mais resistentes que o Kevlar - material utilizado nos coletes à prova de bala, e,
  • 4 vezes mais resistentes que a teia de aranha, cujas propriedades mecânicas são incontestes.

As pesquisas de Baughman e equipe sobre as fabulosas nanofibras prosseguem. Visam, agora, a utilização das mesmas em supercondensadores: dispositivos de estocagem de energia. Objetivam produzir têxteis eletrônicos leves, resistentes e confiáveis, tais como fardas militares de combate com antenas integradas, detectores biológicos e microbaterias.

Philippe Poulain vê no desenvolvimento dessas nanofibras "uma boa nova no domínio de pesquisa de nanotubos". Vários setores, dentre eles o de energia, automobilístico e industrial poderão beneficiar-se de tais fibras. Contudo, o alto custo de produção das mesmas impede que se mude imediatamente de escala, passando-se à produção industrial.

Science News, July 2003. (Tradução/Texto - MIA)

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