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A real natureza do mercúrio é posta às claras.

Se, na mitologia romana, Mercúrio é cultuado como o deus da eloqüência e do comércio, o mensageiro dos deuses, enquanto elemento químico, não obstante sua bela aparência prateada, não merece lá tantos louros, uma vez que causou, e vem causando, um sem-número de prejuízos ao homem, em virtude de seu elevado grau de toxicidade.

Autoridades sanitárias nos quatro cantos do planeta põem-se de sentinela quando o assunto é contaminação por mercúrio. Cientistas são unânimes ao afirmar que as propriedades tóxicas de uma substância dependem principalmente de sua estrutura molecular. Daí, analisar de perto a verdadeira natureza do mercúrio foi o que motivou três pesquisadores do Laboratório de Radiação Síncrotron, de Stanford (EUA), a estudar o mercúrio contido na carne de certos peixes.

Americano, canadense e australiano, os três cientistas, graças ao uso de raios X de alta intensidade, puderam comparar o espectro de absorção de 36 compostos padrão com o mercúrio concentrado nos músculos de amostras de peixe espada fresco.

Os resultados revelaram ser o espectro do mercúrio contido nas amostras sob análise bastante semelhante ao espectro do metilmercúrio cisteína, ou CH3HgS(Cys). Ocorre que, quando se deseja estudar o metilmercúrio no peixe, freqüentemente é utilizado o cloreto de metilmercúrio aquoso (CH3HgCl), talvez até mais tóxico que seu parente.

Um estudo teria mostrado que, de fato, jovens alevinos de peixe zebra foram capazes de suportar concentrações vinte vezes mais elevadas de metilmecúrio cisteína que de cloreto de metilmercúrio. Embora até o momento não se tenha qualquer prova, acreditam os pesquisadores que é possível que a presença de cloro no estômago humano leve à transformação do metilmercúrio cisteína em cloreto de metilmercúrio.

Em outras palavras, ainda é bastante cedo para se estatuir, definitivamente, sobre o grau de toxicidade para o homem do mercúrio de origem alimentar. Mas, como prudência, afinal, não custa nada, é bom que se esteja atento aos resultados de novas pesquisas.

New York Times, august 29, 2003. (Tradução/Texto - MIA)


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