Laboratório de Química do Estado Sólido
 LQES NEWS  portfólio  em pauta | pontos de vista | vivência lqes | lqes cultural | lqes responde 
 o laboratório | projetos e pesquisa | bibliotecas lqes | publicações e teses | serviços técno-científicos | alunos e alumni 

LQES
lqes news
novidades de C&T&I e do LQES

2017

2016

2015

2014

2013

2012

2011

2010

2009

2008

2007

2006

2005

2004

2003

2002

2001

LQES News anteriores

em foco

hot temas

 
NOVIDADES

Mudanças no universo das soldas !

Embora tenha sido sobejamente comprovado o mal que o chumbo ocasiona à saúde - ele tem seu lugar de direito e de fato entre as substâncias mais tóxicas -, nem por isso a indústria eletrônica deixa de fazer amplo uso do mesmo. Mas, como deixar de utilizá-lo, ou mesmo minimizar seu uso, se não se tem no mercado um material alternativo, sem a presença do chumbo, e, portanto, ecologicamente correto?

A situação se complica cada vez mais quando se verifica que mais de 40% do chumbo utilizado, encontrado nos centros de tratamento, provêm de resíduos de equipamento eletrônico ou elétrico. Esse mesmo resíduo de chumbo ameaça não apenas as pessoas responsáveis pela reciclagem, mas também o próprio meio ambiente, que cerca os lugares de estocagem inicial antes de seu retratamento.

Contudo, novas regulamentações européias prometem mudar a situação. A partir de julho de 2006, serão proibidos equipamentos como eletrodomésticos, jogos ou computadores que utilizem chumbo em sua fabricação.

É assustadora a quantidade de chumbo que, anualmente, é utilizada no mundo para a realização de soldas. Nada menos que 65.000 toneladas!, que se valem de uma liga de estanho e de chumbo para fazer as conexões entre os diferentes componentes elétricos e eletrônicos e o circuito impresso sobre o qual eles são montados.

As coisas, agora, ao que tudo indica, devem mudar. O Departamento de Mecânica e de Engenharia Eletrônica, do Instituto de Tecnologia de Sligo (Irlanda), estudou uma solda alternativa - mistura de cobre, estanho e prata -, para tentar determinar as melhores condições de utilização na indústria. Trata-se de um novo tipo de solda - que ainda deverá ser testado -, mas, as perspectivas são animadoras!

As pesquisas estão centradas sobre dois tipos de solda: por impressão e por fundição. A primeira consiste na impressão das pistas sobre os circuitos, enquanto a segunda baseia-se no aquecimento da solda até sua temperatura de fusão, após o que a mesma é depositada sobre o circuito de base, solidificando as conexões entre os componentes elétricos e mecânicos.

O desenvolvimento de um modelo industrial utilizando essa solução sem chumbo é o alvo desse trabalho. Esse processo foi testado em várias condições, a fim de se determinar qual o método mais eficaz.

Contudo, não se navega sempre em um mar de rosas! O processo esbarra com o ponto de fusão da nova solda sem chumbo - bem mais alto do que o da solda tradicional! Os pesquisadores antevêem, por conta disso, alguns problemas, entre eles o de saber se os componentes suportarão uma soldagem a temperatura mais elevada.

Igualmente é preciso temer o "efeito pipoca", que se dá quando um pouco de umidade presente no componente se vaporiza, aquecendo e fazendo explodir o componente. Como os materiais utilizando a solda sem chumbo se fundem a uma temperatura mais elevada, é maior o risco de aparecimento do "efeito pipoca".

Não obstante todos esses "contratempos", a solda de estanho, prata e cobre está sendo aguardada pelo mercado, e parece ter futuro certo. Obedecendo à legislação européia e sendo ecologicamente correta, embora contenha prata, seu custo não é mais elevado que o da solda tradicional.

Irish Times, May 02, 2004. (Tradução/Texto - MIA)


<< voltar para novidades

 © 2001-2017 LQES - lqes@iqm.unicamp.br sobre o lqes | políticas | link o lqes | divulgação | fale conosco