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Alemães vão construir laser para a região de raios-X.

A construção do Laser XFEL, de raios-X, junto do síncrotron DESY, em Hamburgo (Alemanha), se concretiza. No final de setembro os parceiros europeus assinaram um acordo acertando a construção.

Trata-se de construir um "laser de elétron livre", de 3,5 quilômetros, enterrado a 15 metros de profundidade, que se estenderá do campus do DESY, em Hamburgo-Bahrenfeld, até a cidade de Schenefeld, em Schleswig-Hostein. Os laboratórios estarão nesse local e, a partir de 2012, os pesquisadores do mundo inteiro poderão realizar experiências com o auxílio de uma fonte de luz de características inéditas.

O custo da construção - estimada em 900 milhões de euros (cerca de 1,2 bilhões de dólares) -, ficará por conta do Governo Federal da Alemanha (aproximadamente 50%, 5 a 10% para as duas regiões, Hamburgo e Schleswig-Holstein, e o restante para os 11 países parceiros europeus).

Um "laser de elétron livre" funciona sobre o mesmo princípio que o síncrotron: bobinas supercondutoras aceleram elétrons em uma canalização sob vácuo, sendo depois excitados para fazê-los entrar em vibração. As oscilações dos elétrons permitem produzir uma luz tendo características semelhantes àquela de um laser.

O aparelho XFEL (Free Electron Laser) produzirá pulsos luminosos, de duração e de comprimento de onda extremamente curtos (duração dos pulsos: 10-15 segundos, comprimento de onda de 6 a 0,058 nanômetros), e de uma intensidade luminosa altíssima.

Tais características conferem ao XFEL propriedades ideais para a observação da matéria em escala atômica, e durante tempos infinitamente pequenos nos quais se produzem as reações químicas.

Os biólogos estão particularmente interessados no novo laser. Esperam poder observar diretamente as proteínas e o DNA. Até o momento, em muitos casos é necessário produzir um cristal das moléculas a serem estudadas e estudar as propriedades da molécula através daquelas do cristal.

O campus do síncrotron Bessy, de Berlim, prevê também construir um laser de elétrons livres, para responder à demanda crescente de pesquisadores para esse tipo de equipamento, que o XFEL não poderá cobrir completamente.

Die Welt e Kieler Nachrichten, September, 2004. (Tradução - MIA)

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