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A hora e a vez dos ímãs orgânicos !

Pasmem! Na Universidade de Victoria (Canadá) acaba de ser desenvolvido um í-mã or-gâ-ni-co. É isso mesmo: utilizando um método simples, à base de níquel e compostos orgânicos, a equipe do Dr. Robin Hicks realizou tal proeza.

Além de ser um fato surpreendente, os novos ímãs têm a vantagem de poder ser produzidos à temperatura ambiente. E, como se isso não bastasse, podem assumir formas diversas, quando dissolvidos em uma solução adequada. Contam ainda com outras características que os torna sobremodo atraentes: são bastante leves e podem ser fabricados em tamanhos bem pequenos.

Buscando produzir ímãs à baixa temperatura, a equipe do Dr. Hichs acabou descobrindo os ímãs orgânicos. Os pesquisadores perceberam que as próprias soluções químicas que utilizavam também possuíam propriedades magnéticas.





Composto orgânico sendo atraído pelo imã.

Créditos: Hicks Group



As pesquisas foram, então, reorientadas pela equipe, surgindo uma lista de compostos orgânicos que, aliados ao níquel, permitem produzir um ímã.

Trata-se de um tipo de magnetismo molecular que é baseado nas interações entre moléculas, diferentemente do "magnetismo clássico", que trata da interação entre átomos. O princípio consiste em estabelecer acoplamentos magnéticos inter e/ou intramoleculares, de modo a elaborar materiais magnéticos (até o ímã molecular) possuindo propriedades próprias aos compostos orgânicos (leveza, transparência, solubilidade, adesão, elasticidade...). A dificuldade provém do fato de que a maioria das moléculas orgânicas não possui momento magnético permanente sendo, portanto, muito pouco sensíveis à ação de um campo magnético.

Os primeiros esforços, portanto, foram dirigidos à síntese de moléculas orgânicas à temperatura ambiente, cujos momentos magnéticos provêm de um metal associado a um radical orgânico. Assim, os elementos de construção deverão conferir ao sistema propriedades de materiais orgânicos e desempenhar simultaneamente o papel de centro paramagnético e de ligante.

A síntese destes ímãs orgânicos está baseada no desenvolvimento de um procedimento derivado do acoplamento introduzido por Heck (reação de Heck), no início dos anos 1970. Essa reação permite substituir facilmente um halogênio por um derivado orgânico.

The Ring, University of Victoria (http://ring.uvic.ca), consultado em 10 de abril, 2007 (Tradução/Texto - MIA).


Nota do Scientific Editor: o trabalho original ao qual se refere esta notícia de autoria de R. Jain, K. Kabir, J. Gilroy, K. Mitchell, K. Wong, R. Hicks, entitulado "High-temperature metal-organic magnets", foi publicado na revista Nature, volume 445, pág. 229-338, de 2007.

Nota do Managing Editor: a ilustração que figura nesta notícia não faz parte da matéria original e foi obtida em www.google.com.


Veja mais:
Já é possível fazer um imã de plástico e, ainda por cima, resistente ao calor!

Sintetizada a molécula mais magnética do mundo.


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