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O mapa dos ossos.

Para conhecer melhor as propriedades dos ossos, pesquisadores especializados no estudo dos materiais realizaram mapeamento da dureza do osso em escala molecular. O processo dá origem a um mapa em duas dimensões mostrando os relevos de uma paisagem desconhecida. Relevos que são de fato formados por colágeno, o constituinte base dos ossos, e por nanopartículas minerais. A escala desse mapeamento é da ordem de algumas dezenas de nanômetros (um fio de cabelo humano tem por volta de 70.000 nanômetros de diâmetro).

Para estudar, nessa escala, a dureza dos ossos, a equipe de Christine Ortiz (MIT, EUA) utilizou a metodologia de força molecular ("single molecule force") através de um instrumento dotado de uma ponta minúscula, que extrai um fragmento do osso. Assim, os pesquisadores puderam constatar que, sobre uma zona de apenas dois micrômetros, as propriedades mecânicas do osso variam enormemente. Isso mostra que, contrariamente ao que se poderia pensar, não é a uniformidade que faz a dureza de um material, analisam os pesquisadores. Essas variações permitem ao osso absorver uma maior quantidade de energia.

Os cientistas esperam que seus trabalhos venham permitir um melhor conhecimento das modificações do tecido ósseo ao longo da vida, melhorar as técnicas de diagnóstico de doenças ósseas e aperfeiçoar a fabricação de materiais compósitos para implantes.





A dureza dos ossos mapeados em escala nanoscópica.

Créditos: Ortiz Lab - MIT



Christine Ortiz deseja aplicar a mesma técnica de análise a outros materiais naturais, como as conchas ou as escamas duras de certos peixes primitivos. Ela está igualmente preparada para estudar os tecidos ósseos fabricados em laboratório para ver se têm a mesma estrutura do osso natural.

Sciences et Avenir, 21 mai, 2007 (Tradução - MIA).


Nota do Scientific Editor: o trabalho que deu origem a esta notícia, de título: "Nanoscale heterogeneity promotes energy dissipation in bone", de autoria de Kuangshin Tai, Ming Dao, Subra Suresh, Ahmet Palazoglu, Christine Ortiz, foi publicado, on line, na revista Nature Materials (http://www.nature.com/nmat/index.html), em maio de 2007.


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