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MCTI lança a Iniciativa Brasileira em Nanotecnologia.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, no dia 19 de agosto, a Iniciativa Brasileira de Nanotecnologia (IBN), com o objetivo de promover o desenvolvimento científico, tecnológico e a inovação na área de nanotecnologia, estimulando a interação entre os setores público e privado neste sentido. "A Iniciativa Brasileira de Nanotecnologia é um programa composto de várias ações estratégias para que a nanotecnologia torne a nossa indústria mais inovadora, de modo a aumentar a competitividade da economia brasileira", destacou o ministro da C,T&I, Marco Antonio Raupp, na cerimônia de lançamento do Programa, em São Paulo (SP).

Estão previstos investimentos federais da ordem de R$ 440 milhões até 2014 para o Programa. "Algumas pessoas poderão inferir que se trata de um volume acanhado de recursos frente o potencial da nanotecnologia para a geração de negócios e renda", disse o ministro. "Quero observar, porém, que a Iniciativa não se caracteriza prioritariamente como um programa de investimentos, mas sim como um conjunto de ações articuladas do governo federal visando a maior utilização da nanociência e da nanotecnologia para o desenvolvimento tecnológico brasileiro", justificou. "Queremos primeiro organizar o terreno. Não adianta nada jogar dinheiro em terreno desorganizado", ressaltou.

O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Álvaro Prata, detalhou que neste ano serão R$ 150,7 milhões; em 2014, mais R$ 290 milhões. Esses recursos serão utilizados em projetos de nanotecnologia envolvendo setores estratégicos, seguindo o Plano Brasil Maior, a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2011-2014 (ENCTI) e o Plano Inova Empresa. Serão contemplados projetos nas áreas de saúde; meio ambiente/Amazônia; nanomateriais/nanocompósitos; petróleo e gás; energia; e agronegócios e alimentos. Para cada setor, o MCTI definiu os desafios e soluções que devem ser objeto dos projetos.

Prata classificou a nanotecnologia como a base da sexta onda de transformação tecnológica mundial, ao lado da biotecnologia e das tecnologias ambientais. Segundo ele, o valor de mercado da nanotecnologia incorporada a produtos era de US$ 40 bilhões, no ano 2000, e deve chegar a US$ 1 trilhão em 2015 e US$ 3 trilhões, em 2020.

Para estruturação da IBN, o governo já investiu R$ 400 milhões na infraestrutura dos 26 laboratórios do Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias (SisNANO), que é um dos alicerces do Programa. Formada por oito Laboratórios Estratégicos e 18 Associados, a rede SisNANO é aberta a usuários externos. Os Laboratórios Estratégicos, ligados a unidades de pesquisa do governo federal, irão garantir até 50% do tempo de uso de seus equipamentos para usuários externos. Já os Laboratórios Associados, vinculados às instituições científicas e tecnológicas, irão disponibilizar, pelo menos, 15% do tempo aos usuários externos.

"Queremos aproximar essa infraestrutura existente das empresas. Já temos vários exemplos bem-sucedidos de cooperação entre instituições científicas e tecnológicas e empresas em nanotecnologia, e com a Iniciativa, pretendemos ampliar, multiplicar e investir muito mais", destacou o ministro Raupp.




A Unicamp terá dois Laboratórios Associados ao SisNano: Laboratório de Síntese de Nanoestruturas e Interação com Biossistemas (NanoBioss) e o Centro de Componentes Semicondutores (CCS), cujos responsáveis aparecem na foto. Da esquerda para direita: Stanislav Moshkalev, Oswaldo Luiz Alves, José Alexandre Diniz, Nelson Durán e Jacobus Swart.

Créditos: LQES News.


No lançamento da IBN, foram apresentados cases de sucesso das empresas Biolab, Nanum, Orbys e também o projeto de construção do CTNanonotubos, um centro de pesquisa, desenvolvimento e inovação resultante da parceria entre as empresas Petrobras e InterCement e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a ser construído no parque tecnológico de Belo Horizonte (MG).

Além de apoiar o SisNANO, a IBN apoiará o financiamento às empresas, fomento à pesquisa, desenvolvimento e inovação, formação de recursos humanos, cooperação internacional, desenvolvimento, desenvolvimento do marco legal, disseminação da nanotecnologia na sociedade e a geração e registro de propriedade intelectual.

"A Iniciativa vai de encontro ao que o Brasil precisa: acelerar a inovação. E precisamos de arranjos que suportem essa velocidade. Quando se organiza um grupo de entidades em torno de um tema importante para o Brasil, como é o caso da Iniciativa em nanotecnologia, ampliamos as chances de ter uma velocidade de resposta maior", destacou o vice-presidente da Anpei, Guilherme Marco de Lima, um dos componentes da mesa de abertura do evento de lançamento do programa. "A indústria brasileira inova, mas precisa inovar a passos largos. Há espaço para se desenvolver muito mais inovações em nanotecnologia em diferentes setores e esperamos que essa iniciativa acelere esse processo", concluiu.

Anpei.


Nota do Managing Editor: A foto aqui apresentada não faz parte da matéria original. Os créditos são do LQES NEWS.


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